Foi num Santo Antonio que conheci o amor da minha vida
Santo casamenteiro, ansioso, não teve paciência para esperar
O terceiro aniversário que marcaria meu pedido de casamento
Mesmo testemunhado no segundo aniversário
A compra secreta das alianças e o juramento perante Deus
De desposar aquela que eu tanto amara
E que renovara em silêncio perante a deusa mãe
No retorno pra casa no início do novo ano
Mas nem tudo sai como nos planos
Cai na armadilha de profanos e bicho ferido
Mordi por instinto a mão que me afagava...
Quando dei por mim já era tarde
O mal estava feito
E as cobras invadiram nosso leito
E pra sempre nos afastaram
E cada passo em direção à inevitável reconciliação
É impregnado de veneno, de dúvida, de desdita
Já não conseguíamos ouvir no coração
O amor que sempre foi tão cristalino
O ser amado agora era visto retorcido
como se enxergássemos através de um copo de vidro
cheio d’água e lodo
Também fechamos os ouvidos à tudo e à todos
O zunzunzum terrível e enorme nos confundia
E na confusão nos isolamos do mundo
Mas o amor nunca deixou de existir
Nem nunca deixará
Mesmo que nunca volte pra mim
Sempre em seu coração vou estar
Da mesma forma que sempre será parte de mim
E te carrego mesmo sem estar
Por todo lugar
Sei que não será fácil
Que os ferimentos que fizemos um ao outro
São difíceis de cicatrizar
Mas com esse amor, agora maduro
Sem dúvidas, podemos tudo
Já se o renegarmos por orgulho
Ou qualquer outra razão que seja
Passaremos a vida toda a sangrar
Sempre incompletos
Pois não estaremos onde devemos estar
Que é ao lado um do outro
Por isso, renovo meus votos com você
E confio minha vida aos teus cuidados
Não nasceu Renata à toa
Renasça comigo numa vida de amor absoluto
Hilarion

oi Franklin,
ResponderExcluirobrigado pela visita ao Casa de Paragens.
abraços
Rubens