quarta-feira, 3 de junho de 2009

as alianças

Foi num Santo Antonio que conheci o amor da minha vida

Foi num Santo Antonio que conheci o amor da minha vida

Santo casamenteiro, ansioso, não teve paciência para esperar

O terceiro aniversário que marcaria meu pedido de casamento

Mesmo testemunhado no segundo aniversário

A compra secreta das alianças e o juramento perante Deus

De desposar aquela que eu tanto amara

E que renovara em silêncio perante a deusa mãe

No retorno pra casa no início do novo ano


Mas nem tudo sai como nos planos

Cai na armadilha de profanos e bicho ferido

Mordi por instinto a mão que me afagava...


Quando dei por mim já era tarde

O mal estava feito

E as cobras invadiram nosso leito

E pra sempre nos afastaram

E cada passo em direção à inevitável reconciliação

É impregnado de veneno, de dúvida, de desdita


Já não conseguíamos ouvir no coração

O amor que sempre foi tão cristalino

O ser amado agora era visto retorcido

como se enxergássemos através de um copo de vidro

cheio d’água e lodo


Também fechamos os ouvidos à tudo e à todos

O zunzunzum terrível e enorme nos confundia

E na confusão nos isolamos do mundo


Mas o amor nunca deixou de existir

Nem nunca deixará

Mesmo que nunca volte pra mim

Sempre em seu coração vou estar

Da mesma forma que sempre será parte de mim

E te carrego mesmo sem estar

Por todo lugar


Sei que não será fácil

Que os ferimentos que fizemos um ao outro

São difíceis de cicatrizar

Mas com esse amor, agora maduro

Sem dúvidas, podemos tudo

Já se o renegarmos por orgulho

Ou qualquer outra razão que seja

Passaremos a vida toda a sangrar

Sempre incompletos

Pois não estaremos onde devemos estar

Que é ao lado um do outro


Por isso, renovo meus votos com você

E confio minha vida aos teus cuidados

Não nasceu Renata à toa

Renasça comigo numa vida de amor absoluto



Hilarion








Um comentário:

  1. oi Franklin,

    obrigado pela visita ao Casa de Paragens.

    abraços
    Rubens

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